A associação de Mineradores de Pedras ornamentais da região Noroeste do Espírito Santo (ANPO) reuniu a sua diretoria para uma visita técnica ao CTR Centro de Tratamento de Resíduos .
O projeto consiste em reciclar a lama abrasiva que é promovida após o corte dos blocos de granito através de teares das industrias do ramo de granito.
O projeto da ANPO vai mais além de simplesmente ser um deposito, contemplado a necessidade de destinação final dos resíduos, além da destinação adequada a esse material, a Central de Tratamento será também um local de pesquisa para o reaproveitamento da lama abrasiva. “Essa ação é fundamental para o meio ambiente, já que dá um destino correto a um material considerado pela legislação ambiental, como causador de contaminação no solo e em corpos hídricos. “ Além disso, vemos a possibilidade de reaproveitar essa lama, que pode se transformar em insumo para a construção civil, por exemplo”. Afirmou o diretor executivo da ANPO Mario Imbrosi.
O aterro foi construído com recursos exclusivos dos empresários Associados que corajosamente, investiram cerca de R$ 1milhão de reais e hoje o projeto atende não só a Barra de São Francisco, mas todos os municípios da região Noroeste.
O terreno de propriedade da ANPO tem uma área de 03 alqueires e servira também para implantação de um viveiro de plantas e árvores nativas da região, e ainda uma área reservada para a compensação ambiental com o plantio de 10.000 árvores.
O projeto se divide 2 Células -
A 1º Primeira Célula com capacidade de acomodar cerca de 110.000 metros cúbicos de resíduos. Já em funcionamento.
A 2ª Segunda Célula - Com capacidade de acomodar cerca de 480.000 metros cúbicos de resíduos. Cuja obra terá inicio em janeiro de 2015.
Hoje, o aterro já é considerado modelo para o IEMA, no que se refere ao atendimento da legislação ambiental em vigor.
O CTR tem a capacidade de receber o material de aproximadamente 80 teares em funcionamento 24Hrs por dia, durante 7 anos.
O Iema Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos já havia verificado a viabilidade ambiental da área, e analisou o projeto de adequação da área que será reflorestada após 4 anos, o projeto custou aproximadamente aos empresários sócios da ANPO o equivalente a 1 milhão de reais.
A lama abrasiva passará por um sedimentador primário e um filtro-prensa e, após ser desidratada, será destinada a uma célula devidamente preparada. A célula é monitorada com controle ambiental para evitar poluição do solo. E a lama de boa qualidade poderá ser utilizada ainda na fabricação de telhas e lajotas. Outro importante beneficio é o reaproveitamento da água.
Hoje, o aterro já é considerado modelo para o IEMA, no que se refere ao atendimento da legislação ambiental em vigor.