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Construindo uma Agenda Estratégica para o Setor

Publicado em 09/02/2024

O Futuro das Rochas Ornamentais no Brasil: Construindo uma Agenda Estratégica para o Setor

No dinâmico cenário das rochas ornamentais brasileiras, é crucial estabelecer uma Agenda Estratégica robusta, capaz de identificar os riscos e oportunidades mais relevantes para o setor. Como destacou Senna (2022), em um mercado em constante transformação, a capacidade de adaptação e inovação é essencial para o sucesso das empresas.

Contextualização Histórica e Desafios Atuais

Apesar das iniciativas no setor remontarem ao século passado, foi somente a partir dos anos 50 que a indústria de rochas ornamentais no Brasil começou a ganhar destaque. A evolução dos processos tecnológicos, especialmente na extração de rochas graníticas, impulsionou a ascensão do país nesse mercado, ganhando força principalmente na década de 1970.

Entretanto, o setor enfrenta desafios significativos, como a necessidade de modernização das práticas de extração e beneficiamento, a concorrência global e a crescente demanda por práticas sustentáveis. Segundo Souza (2021), é fundamental que o setor se adapte às mudanças tecnológicas e regulatórias para garantir sua competitividade e relevância no mercado internacional.

Estratégias de Modelagem e Participação

A criação de um grupo de trabalho misto, composto por técnicos e empresários, é uma abordagem prática e eficaz para desenvolver a Agenda Estratégica. Esse grupo, formado por cerca de 10 atores-chave, será responsável por analisar o contexto setorial, identificar as interdependências e elaborar as bases da agenda.

Como ressaltou Oliveira (2019), a participação ativa de diferentes partes interessadas é essencial para garantir a legitimidade e eficácia das políticas e estratégias setoriais. Portanto, é fundamental promover a inclusão e representação de todos os segmentos da cadeia produtiva, desde mineradoras e empresas de beneficiamento até distribuidores e consumidores finais.

Necessidades e Resultados Esperados

Como resultado desse processo colaborativo, espera-se ter, em um prazo máximo de seis meses, uma robusta Agenda Estratégica para o Setor de Rochas Ornamentais. Essa agenda definirá os rumos de uma atividade com potencial significativo de crescimento, desde que seus participantes reconheçam a importância de aspectos fundamentais, como pesquisa mineral, normalização e princípios ESG.

Ao incorporar esses conceitos básicos, o setor de rochas ornamentais do Brasil poderá elevar-se a um novo patamar, aproveitando todo o seu potencial e contribuindo para o desenvolvimento econômico e sustentável do país.

Conclusão

A construção de uma Agenda Estratégica para o Setor de Rochas Ornamentais é um passo fundamental para garantir sua competitividade e sustentabilidade em um contexto global em constante transformação. Ao reunir diferentes partes interessadas e adotar uma abordagem colaborativa, o setor pode enfrentar desafios e capitalizar oportunidades, contribuindo para o crescimento econômico e o bem-estar social do Brasil.


Referências:

  • Senna, A. (2022). "Adaptação e inovação: desafios para as empresas no mercado de rochas ornamentais". Revista Brasileira de Mineração, 15(2), 45-58.
  • Souza, R. (2021). "Desafios e oportunidades no mercado internacional de rochas ornamentais: uma análise do setor brasileiro". Anais do Congresso Brasileiro de Rochas Ornamentais, 2021.
  • Oliveira, M. (2019). "Participação e legitimidade na formulação de políticas setoriais: o caso das rochas ornamentais no Brasil". Revista de Economia e Sociologia Rural, 57(3), 465-480.
Construindo uma Agenda Estratégica para o Setor

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